Quem sou eu

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Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brazil
Mineiro, os sete pecados capitais, a solidão, a culpa, são temas que abordo. Irmão em espírito do Lobo. Esse sou Eu.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Exaltação à Mulher

Tu és a guerreira e a pacificadora.
És a tempestade e a calmaria.
És o tormento e o bálsamo.
És a luz que ameniza a escuridão.

Tu és a razão da magia do luar,
A paz da canção dos barqueiros,
O romance na veia dos poetas.
- Tu és o Sopro da vida!

Do teu ventre surge a criança
E surge o menino feito homem.
Do teu peito brota a esperança.

Tu és o molde do guerreiro.
E por seres o que és, sou o
Que sou, porque tu és.

domingo, 25 de setembro de 2011

Guanhães

Guanhães, cidade Guanaã,
Terra do Ouro e do requeijão!
Terra de homens boêmios,
Terra de idealistas utópicos!

Encravada como Roma entre
Sete colinas no vale Diamantino
Das gerais, e serpenteada pelo
Rio que deu origem ao nome.

Terra da boa pinga de cana,
Do doce de leite e da goiabada,
Formadora de homens gentis,
Cavalheiros, à Dom Quixote.

Terra que se fez meu berço,
Onde cresci e me fiz gente.
Dos amigos de travessura e
Da namorada no baile decente.

- Nessa terra querida e saudosa
Que nasci num dia de inverno,
E da família Aguilar o segundo,
Quero repousar na Paz Eterna!

Sem nome

Oh! Tolo,
Ria do gozo fétido que lhe satisfaz,
E chore pelo riso pueril que escondeu...
Mergulhe na lama podre da sua piscina
E se afogará asfixiado no cheiro sem cor.


Oh! Humano,
Delicie-se no prazer do suco mofo do fruto
Que brotou na árvore seca que tiraste a seiva.
Dance a rumba com teu par esquálido sem alma
E recoste a cabeça torpe no ombro sem corpo.


Então...
Enxugue teu rosto no Mandilyon sem face
E ore para o negro céu que agora não lhe ouve.
- Riste do Carpinteiro e agora a ferpa da cruz
Fere tua consciência com a ferrugem do cravo.

Teu riso é teu acordo selado com as Chamas!
Teu choro é o passaporte que darás a Cérbero!
Teu arrependimento tardio será a dor que rasgarás
Tuas entranhas  contínuamente, infinitamente!