Ria Humano, do gozo fétido que lhe satisfaz
E chore pelo riso pueril que escondeste...
Mergulhe na lama podre da tua piscina
E afogue asfixiado no teu cheiro sem cor.
Delicie-se no prazer do suco mofo do fruto
Que brotou na árvore seca que tiraste a seiva.
Dance a rumba com teu par esquálido sem alma
E recoste a cabeça torpe no ombro sem corpo.
Cansado, enxugue teu rosto no Mandilyon sem face
E ore para o negro céu que agora não lhe ouve.
Riste do Carpinteiro... e agora a ferpa da cruz
Fere tua consciência com a ferrugem do cravo.
Teu riso é teu acordo selado com as Chamas!
Teu choro é o passaporte que darás a Cérbero!
Teu arrependimento tardio será a dor que rasgarás
Tuas entranhas contínuamente... Infinitamente...

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