Passo a mão no rosto esquálido
E sinto a barba rude por fazer...
Olho na janela pelo vidro quebrado
E vejo homens, mulheres... pessoas...
- “São seres vacantes!”. Murmuro.
O dia e a noite. Ciclos naturais,
Eternos, e que me trazem o peso
Dessa vida balbúrdica e tenebrosa.
Uma vida que não deveria!
O som dolorido da corrente invisível.
A dor... A chaga... A culpa e as cinzas.
Num momento de lucidez plasmática,
Estarrecido e entojado concluio:
“Deus! O homo sapiens sou eu!”
AndersonAguilar
AndersonAguilar

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