Vejo na lua o reflexo do amor
Solitário que vive sem viver.
Preso na sombra do anoitecer
E longe dos raios claros do sol.
Oh! Amor...
Que veio sem pedir,
Que invadiu minh’alma nua,
Revestindo-a do puro manto
Que cobriu Romeu e Julieta.
Amor que traz aconchego e paz!
Que me leva na sintonia da vida!
Amor que cheira como a rosa!
Amor clandestino, mas verdadeiro!
- Oh Deus!...
Amor que não posso revelar
Mas posso sentir, viver... Viver...
E isso já me basta, me acalma.
Amor que age como o bálsamo
Sagrado das sacerdotisas do
Antigo Egito, dos contos das
Mil e uma Noites.
- Oh! Doce e belo amor!
Sim, viverei esse amor
Enquanto permitirem os
Deuses. E saberei então que
Fui feliz... E me tornei Humano.

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