A bela moça que anda
Em sorriso e encanto,
Dança e canta na falsa
Vida do dia já morto.
Nascida do desencanto,
Nunca viveu a inocência.
A boneca sempre sonhada,
Ficou no dia nunca vivido.
No jogo que sabe jogar,
Enfeitiça e atiça na cama.
Cumpre num duro pesar
A sina a que foi fadada.
Amada num breve momento,
Busca na lágrima o consolo,
Apunhalada pela vida ingrata
E pelo amor que nunca chega.

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