No subterrâneo sombrio e escroto
Da superfície habitada pelo ignoto,
Nas galerias que se respira metano,
Produto do excremento humano,
Vive o bicho parasita e medonho.
No esgoto feito prisão e moradia,
Caminha o asqueroso Ser maldito.
O repugnante bicho escatológico
Sai em busca do alimento danoso,
Que sustenta a espécie raivosa.
Assim é a consciência humana!
Na cadeia de elétrons construída
Pelo desejo mesquinho e vaidoso,
Serpenteia estranhamente no corpo
O funesto vírus da Criatura em festa.
Enganada pela fantasia do desejo
Vive a sábia criatura, envolta pela
Ilusão de ser o mais perfeito elo,
No mundo cinza de dor e tristeza,
Gerada no gozo negro do Maldito.

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