Sentado na praça, alheio ao mundo,
Olha os pássaros voando no céu azul,
Numa suave e graciosa coreografia,
Indiferentes ao caos que os cerca.
Alheios à vã liberdade que mata,
Voam os pássaros despreocupados
Com os porquês e conceitos humanos.
A ilusória liberdade pregada e taxada.
A fumaça dos carros e o barulho
De buzinas, apitos e máquinas-tatus,
E o som melancólico de resmungos,
Pincelam a metrópole dos homens.
Embevecido pela imagem do alto,
O homem solitário, e avesso à vida
Material que lhe foi imposta, reflete
Sobre a ignorância que se diz sábia.
Abaixa a cabeça a tempo de ver
O furto cometido por um jovem.
Fruto da sábia ignorância alentada
Por homens tidos como expoentes.
Entristecido pela condição humana,
Sente a lágrima no canto dos olhos.
Chora pela vida ignóbil e mundana,
Do bicho chamado “homo sapiens”.

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