A voz suave ecoa pela sala,
Penetra em meu cérebro
E provoca um redemoinho
No pensamento ainda juvenil.
A palavra, chave da sabedoria,
Viaja pelo corredor de artérias
Num frenesi que anestesia o
Fogo vibrante da juventude.
Envolta no manto da sabedoria
Ensinava no brilho do sorriso.
E no gesto gentil do abraço
Convidava-nos a abraçar a vida.
Alheio ao que era ensinado e
Sem saber a questão colocada,
Ficava sem recreio como castigo
... E eu odiava a sábia professora!
Hoje, com o cabelo grisalho
Pelo tempo, relembro aqueles
Dias... das travessuras...
E da Professora...

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