Fecho os olhos.. e vejo fantasmas,
Sinto vermes andarem em meu corpo
Esquálido, maltrapilho e doente,
Deitado no catre tosco sem colchão.
Levanto, e caminho até janela.
Olho para o vazio, não da cidade,
Mas da alma, e choro o pranto que
Não vem, encoberto pela amargura.
Espero e desejo que a lua no céu
Permaneça. Escuto o uivo do lobo.
Afago com a mão rude o rosto vazio
Que revela a Solidão. Carrasco cruel.
Assim passo os dias. Acorrentado na
Tortura inclemente do prazer do riso
Mortal e leviano, daquele que anda
Ao meu lado, como gentil amigo.

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