Ah! Falso amigo, asquerosa criatura!
Ainda zombas daquele que outrora,
Em tempos já esquecidos de amargura,
Te amparaste e enxugaste tuas lágrimas.
Nessa redoma translúcida em que vives,
Cercado da luxúria intelectual do teu ego,
E mergulhado no lodaçal do teu saber,
Escancara tua boca num sorriso pérfido.
Nos teus dias passados de padecência
Encontraste na pachorra de um pacato,
O refúgio para tua pífia pabulagem,
Aprestando a vereda de tua vida infame.
- Hoje, marco de meus dias derradeiros,
Teu sorriso fere minha alma moribunda.
Não pelas dores em meu peito pacóvio,
Mas, por teres aberto teu próprio féretro.
AndersonAguilar
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