O buraco no fundo do poço,
Arregaça o regaço no melaço
Do olho revirado, que revira
No tropeço do moço no poço.
Revirado no poço sem fundo,
Agoniza enlameado no melaço
Da alma estraçalhada que mora
No corpo, esmiuçado e morto.
O choro sem lágrima e ouvido
Apenas no pântano do inferno
Em que habita, ressoa doído
No espírito sufocado pelo fogo.
No alto da montanha, o Louco,
Amigo do lobo, só, e aquietado
No silencio da floresta amiga,
Contempla o fim anunciado!

Nenhum comentário:
Postar um comentário