Acorrentada por grilhões de ferro,
A alma vil e putrefata é laureada
Na tosca cadeira da prepotência.
- E escancara o desdentado sorriso!
O Ser vivente na agonia do pecado,
Desfila a carcaça nua e moribunda,
Manifestada na Dança dos Mortos
No hediondo ritual dos cadáveres.
Perpetuado, sofre o ranger de dentes
Afiados na carne crua, e recomposta
Na eterna vida e morte, mergulhado
Nos mares revoltos do Fogo Maldito.
Pena, assim, o miserável Ser civilizado
Esquecido da Lei ensinada nos templos,
Em troca das promessas feitas no lodo
Do Inferno. - Oceano de prazeres ociosos!

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